IMPACTO DA PANDEMIA NO SETOR DE TI

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O impacto da Pandemia foi profundo em vários setores da economia e da sociedade como um todo. Até a data deste artigo, somente no Brasil, mais de 634 mil pacientes perderam suas vidas para o SARS COV 2, de um universo de quase 27 milhões de pacientes infectados.

Os cálculos do impacto econômico da Pandemia começam a ser feitos, acredita-se que aproximadamente 522 mil empresas fecharam as suas portas, de um total de 1,3 milhão que tiveram suas atividades encerradas, temporária ou definitivamente, o que produziu a maior taxa de desemprego, com 14,8 milhões de desempregados no país, segundo o IBGE.

Além do custo social que é incalculável, o país teve que investir mais de 626 bilhões do Orçamento Federal, no Enfrentamento da Emergência de Saúde Pública nestes dois anos de Pandemia, não estando aí computados os valores dos Estados e Municípios. Na esfera privada, os Planos de Saúde Suplementar tiveram seus custos majorados em 5.275%, sendo que as despesas com pacientes na UTI já superam a casa dos R$ 100 mil.

A filosofia chinesa do Yin e do Yang, com seu ditado: “A água faz o barco flutuar, mas também pode afundá-lo”, nos faz refletir que sempre existe uma oportunidade em cada adversidade, e assim muitos setores souberam aproveitar o momento da pandemia para alavancar seus negócios.

Em sentido contrário ao da economia, que praticamente ficou estagnada, o setor de TI cresceu 5,6% durante a pandemia, com abertura de mais de 107 mil postos de trabalhos, segundo a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), cenário que deve permanecer positivo no próximo ano, tendência ancorada aos novos hábitos familiares e empresariais de compras pelo comercio eletrônico e do trabalho remoto incrementado ao longo da pandemia.

Esse movimento mundial de crescimento pela demanda de novas tecnologias, fez com que as big techs internacionais atingissem valores superiores aos grandes conglomerados tradicionais no ranking das companhias mais valiosas do mundo, o que também se refletiu em nosso País, com aumento por produtos e softwares que permitem gestão e serviços mais rápidos e eficientes, como os encontrados nas áreas de segurança cibernética, marketing digital, e-commerce e de telemedicina, por exemplo.

A título de exemplo, poucas pessoas faziam videochamadas ou teleconferências antes da pandemia, procedimentos comuns hoje em dia tanto para os vovôs conversarem com os netos, como para as empresas fecharem negócios, que foram possíveis devido às novas tecnologias dos smartphones e da transmissão de dados pela rede existentes na atualidade, ousando afirmar que essa pandemia será o marco inicial da universalização da era digital.

Assim, os setores que tradicionalmente mais empregam no Brasil, comercio e serviços em geral, construção civil, industrial e agrícola, também foram os setores que mais sofreram com a pandemia; entretanto, o setor de TIC (tecnologia da informação e comunicação) apresenta uma forte demanda por novos trabalhadores, com a contratação estimada de 240 mil pessoas até 2024, um cenário azul para os bons e novos profissionais da área.

Segundo Pablo Lima, Diretor de desenvolvimento da ASL Software, empresa pioneira no Brasil na área de informática médica, “só fica desempregado o desenvolvedor desatualizado”, e como a demanda não consegue ser contemplada pelas instituições de ensino, que formam cerca de 46 mil alunos por ano, muitas empresas acabam por utilizarem de suas expertises para formarem seus próprios quadros de profissionais, através do investimento em cursos, treinamentos e especializações de seus funcionários.

https://www.istoedinheiro.com.br/o-pos-home-office/

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2020/07/748003-pandemia-fecha-39-4-das-empresas-que-suspenderam-atividades-diz-ibge.html

https://www.portaltransparencia.gov.br/coronavirus

https://fenasaude.org.br/noticias/covid-19-causa-aumento-de-ate-de-5-275-nos-custos-dos-planos-de-saude-com-medicamentos-de-intubacao.html

https://fenasaude.org.br/noticias/uso-dos-planos-de-saude-aumenta-oito-pontos-percentuais-entre-janeiro-e-setembro-deste-ano.html#:~:text=Gastos%20das%20operadoras%20batem%20recorde,o%20primeiro%20trimestre%20de%202019&text=Com%20a%20pandemia%20estabilizada%20no,procedimentos%20antes%20deixados%20de%20lado.

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